Seja muito bem-vindo a este pedaço de paraíso. Se você quer conhecer o “coração” de Paraty além do mar, o Jeep Tour é o caminho. Como um bom conhecedor dessas bandas, vou te contar que o jipe não é só pra fazer pose, não; ele é essencial pra subir a Serra da Bocaina com conforto e chegar onde o carro comum chora.
O roteiro tradicional é uma mistura de história, banho de água doce e, claro, aquela “abrideira” de apetite nos nossos alambiques premiados.
🗺️ O Roteiro Clássico: Serra, Água e Alambique
A maioria dos passeios dura cerca de 6 horas (geralmente das 10h30 às 16h30) e faz esse circuito aqui:
1. Estrada Real e Caminho do Ouro
O jipe sobe pela estrada que liga Paraty a Cunha. No caminho, a gente passa por trechos do Caminho do Ouro original, aquele calçamento de pedras feito pelos escravizados no século XVIII. O guia para e conta como o ouro das Minas Gerais descia por ali até o nosso porto.
2. Cachoeira do Tobogã e Poço do Tarzan
- Cachoeira do Tobogã: É o cartão-postal. É uma pedra enorme e lisa onde a água escorre. O pessoal senta e escorrega até o poço lá embaixo. Se der sorte, você vê os nativos descendo “surfando” em pé (não tente fazer igual, hein!).
- Poço do Tarzan: Fica logo acima do Tobogã, atravessando uma ponte pênsil. É um poço mais tranquilo pra nadar, com um bar/restaurante rústico acoplado.
3. Cachoeira da Pedra Branca
Para muitos, a mais bonita. Fica dentro de uma propriedade privada (geralmente paga-se uma taxa ambiental de uns R$ 10,00). São duas quedas d’água principais com poços cristalinos cercados por uma mata muito fechada. É revigorante!
4. Alambiques de Cachaça
Paraty é a terra da cachaça (temos até Indicação de Procedência!). O Jeep para em um ou dois alambiques famosos, como o Pedra Branca, Engenho D’Ouro ou Paratiana.
- Você conhece o processo de produção (moagem, fermentação e destilação).
- Tem a degustação gratuita de cachaças brancas, envelhecidas e licores (o de milho e o de café são clássicos).
5. Parada Gastronômica e Queijaria
Geralmente o almoço é em restaurantes rurais deliciosos, como o próprio Engenho D’Ouro, com comida feita no fogão a lenha. Na volta, é comum parar na Queijaria Santa Lola pra provar queijos artesanais e doces de corte.
💡 Dicas de quem é da terra
- O que levar: Repelente (os borrachudos daqui não brincam em serviço!), toalha, roupa de banho por baixo e um calçado que não escorregue.
- Clima: O passeio acontece mesmo com chuva fraca. Na verdade, ver a serra “fumegando” com a neblina é uma das coisas mais lindas que tem.
- Preço médio (2026): Espere pagar entre R$ 120,00 e R$ 160,00 por pessoa no passeio compartilhado. Se quiser algo privativo, o valor sobe, mas você faz o seu horário.
Nota de segurança: Se for beber nos alambiques, aproveite que você está de Jeep e deixe a direção com o guia. A subida da serra é sinuosa e a cachaça de Paraty é “traiçoeira” de tão boa!
